Escolha uma Página

“Mas Juliana, se a gente pensar no público vai ficar muito burocrático!” – essa é a frase que mais ouço dos meus alunos nos cursos presenciais. Normalmente eles se assustam com a ideia de que precisam sim identificar quem irá ler seus textos.
Isso tira o autor da zona de conforto pois é uma dimensão que vai além do trabalho solitário de escrever. É quando jogamos nas nossas páginas luz, holofotes, ou mesmo aquela luminária de criado-mudo tão usada por quem dorme com os livros.

Quem vai enxergar as suas letras? Sim, essa pessoa por detrás das páginas é MUITO importante. O mínimo que você deve fazer é conhecê-la.

“Ah, mas eu não escrevo para um perfil definido, minha arte é livre”. Engano seu. Existe sim uma persona que gostaria muito de percorrer com os olhos os seus caminhos literários. Mais do que todas as outras personas. Ela é o alvo. Isso não quer dizer que você precisa se submeter a regras em detrimento da sua liberdade artística. Quer dizer que você sabe quem estará do outro lado. Não precisa travar e criar resistência diante dessa descoberta de que existe vida além do papel.

A definição desse perfil só irá te ajudar: a ter novas ideias, a divulgar seu trabalho, a promover eventos, a interagir nas redes sociais. Esse relacionamento é o que vai alimentar seu trabalho financeiramente, energeticamente, intelectualmente. Afinal, como diria o autor britânico Joseph Conrad “o autor escreve apenas metade de um livro. A outra metade fica por conta do leitor.”

Bom encontro!

Juliana Maringoni